O processo de construção do Plano de Mobilidade Urbana de Alagoinhas (Plamob) chegou à etapa de participação popular. O lançamento desta fase ocorrerá na próxima quinta-feira, 26 de março, às 18 horas, em evento público, na Câmara de Vereadores. Orientado pelos princípios da acessibilidade universal, da equidade no uso do espaço público e do direito à cidade, o Plamob compõe a base do Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal (PDDM) e é considerado um instrumento estratégico para promover qualidade de vida e desenvolvimento urbano sustentável.
“O processo de escuta e contribuições da população é uma prioridade na nossa gestão e um passo fundamental para a construção das políticas públicas. Após nove meses de estudos e diagnósticos técnicos sobre mobilidade, o nosso objetivo agora é mobilizar e dialogar com cidadãos, entidades civis organizadas e poder legislativo para garantir um plano o mais abrangente possível. Ao final, o Plamob será aprovado por lei”, afirma o vice-prefeito de Alagoinhas, Luciano Sérgio, líder da equipe que realizou a revisão do PDDM.
“Para construir o Plamob, montamos um grupo de trabalho composto por profissionais de nove secretarias que integram o eixo de desenvolvimento urbano, além da Secretaria de Fazenda. Uma equipe formada por 20 servidores efetivos e dois comissionados, incluindo engenheiros, arquitetos, biólogos, sanitaristas, e que conta com a assistência de consultores especializados em transporte e mobilidade. Este grupo vem trabalhando no diagnóstico, coletando, tratando, checando e analisando as informações”, explica o secretário municipal de Mobilidade Urbana e Ordem Pública, Hilton Ribeiro.
“Dentro do conceito de mobilidade sustentável, estamos trabalhando com a mobilidade ativa, que é incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte. Neste contexto, o plano de mobilidade vai abordar a necessidade de obras de infraestrutura como ciclovias, ciclofaixas e bicicletários, além da segurança dos ciclistas. O plano busca também promover o transporte coletivo urbano, com planos de ampliação para a zona rural”, diz Hilton.
Outro pilar do Plano de Mobilidade é a priorização dos pedestres e pessoas com deficiência, com a melhoria de calçadas e a criação de espaços mais amplos e adequados para a inclusão social e o uso racional do transporte.
“Quando pegamos, por exemplo, os dados dos equipamentos de saúde, é possível perceber onde estão as necessidades de ampliação na oferta de transporte”, exemplifica Flávia Manoela Barbosa, doutora em Planejamento e Desenvolvimento Territorial e assessora do gabinete do vice-prefeito.
Os encontros acontecerão até o fim do mês de abril, com comunidades e lideranças dos diferentes bairros e territórios do município. As reuniões serão divididas por segmentos como transporte coletivo, taxistas, mototaxistas, motoristas de aplicativo, ciclistas, profissionais do comércio e empresas operadoras do transporte. Ao final, a Prefeitura realizará uma oficina participativa para consolidação das propostas.

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